(...) nosso
Estabelecimento de Ensino participa do Projeto denominado: Conectados, que é orientado pela Diretoria de Tecnologia Educacional (DITEC/SEED).
Nesse sentido, é razoável dizer, que os meios digitais e tecnológicos nos
desafiam para outros modos de criação e redefinição do conhecimento, sobretudo,
no sentido de oportunizar novos meios de motivar e instigar a criatividade
relutante dos nossos alunos. No entanto, para isso, faz-se necessário entender,
que o poder avassalador da tecnologia, agora, “wireless e always on”, são considerados por governos e empresas
apenas tecnologias, e não formas de comunicação, conhecimento e cultura. Nesse
sentido, gestar essa “geração wireless e
always on”, passa pela ideia de superar a visão instrumental de que a posse
dos dispositivos móveis resolverão os problemas da educação escolar do aluno.
Para isso, é importante pensar como essa geração digital lida com os meios
digitais fora da escola. Quando observa-se isso, fica claro, que na maioria das
vezes, não estão usando os dispositivos móveis para a aprendizagem escolar,
mas, sim para jogar, ouvir música, baixar vídeos, falar na rede, etc. Nesse
sentido, a gestão de classe em face dessa realidade tecnológica, passa pela
iniciativa do professor em saber desconstruir coerentemente a absoluta rejeição
da escola pela cultura popular trazida pelo aluno. Isso não significa, que não
se deva trabalhar os conhecimentos epistemológicos construídos pela humanidade,
que aliás, é dever da escola, mas, criar um diálogo entre a cultura cotidiana
dos alunos e a cultura da escola. A respeito dessa questão, anos atrás, Umberto
Eco, disse numa entrevista, que, se quisermos usar a televisão para ensinar
alguém, primeiro precisamos ensiná-lo a usar a televisão. Portanto, a gestão de
classe dentro dessa realidade, perpassa pela necessidade de equipar nossos
alunos para entender e compreender e ter um olhar crítico desses meios
tecnológicos.
Em
relação ao tipo de contrato pedagógico que pode ser estabelecido a fim de
viabilizar o uso desses recursos, está no sentido de conscientizar o aluno para
compreender a inevitável importância da tecnologia na vida cotidiana, e que, os
dispositivos móveis, não estão a serviço apenas da diversão e entretenimento,
jogos digitais, chats... Mas,
sobretudo, para a aquisição da cultura e conhecimento para a vida prática.
Em
síntese, o avanço tecnológico é resultado do trabalho do homem, que modifica
sua vida, na questão da produção de bens e serviços, bem como no conjunto das
relações sociais e nos padrões culturais vigentes. E por meio do processo
educativo, que se desenvolve a capacidade criadora do homem, portanto a escola
deve estar aberta para a entrada de tecnologias que facilitem a aprendizagem,
buscando dar condições para que o aluno tenha acesso e participe do avanço
tecnológico. Portanto, para consolidar nosso pensamento, Freire, diz o
seguinte: “O uso de
computadores no processo de ensino aprendizagem em lugar de reduzir, pode
expandir a capacidade crítica e criativa de nossos meninos e meninas” (Freire,
2000, p. 98). Concebemos por tecnologia uma ferramenta sofisticada, que deve
ser usada no contexto educacional, estando a serviço do combate as desigualdades
sociais, assegurando o acesso coletivo e universal ao conhecimento tecnológico produzido pelo
homem.
Nanometragem
Nanometragem I
Nanometragem II
Nanometragem
Nanometragem I
Nanometragem II













