sexta-feira, 1 de dezembro de 2017


Professores que trabalham com alunos dos 8º anos fazem uso de novas técnicas pedagógicas em prol de um melhor aprendizado.


                Com base e dentro do Projeto Conectados os professores que trabalham com as turmas dos oitavos anos do Colégio Estadual Professor Narciso Mendes estão repensando suas metodologias de trabalho. Com um bom planejamento, apesar do tempo reduzido de horas atividades, os professores vêm criando maneiras diferentes de atrair o aluno para aprender. O Professor Edson Moises, professor de geografia, dentre seus conteúdos, solicitou aos alunos um trabalho de pesquisa sobre o país dos Estados Unidos da América. Até aí nada de diferente do já praticado nas escolas. O diferencial encontra-se no fato de que os alunos deveriam criar um código QR- Code. A adesão dos trabalhos, ou seja, a realização da atividade, que dentro da normalidade era muito baixa desta forma os alunos participaram mais e ainda interagiram com seus colegas.





O Professor Edson Passos, professor de português, fez outra atividades muito interessante e utilizando-se da tecnologia como instrumento de intervenção pedagógica. O Professor, dentro de suas aulas, desenvolveu um micro projeto leitura. Percebendo que os alunos estavam desmotivados, propôs uma maneira bem inusitada de pratica e incentivo a leitura, tento por objetivo o gênero lírico o professor realizou a atividade de leitura dramatizada, aonde consistia o aluno a fazer a leitura dramatizando-a, contudo sem o intuito de transformá-la em uma peça teatral propriamente dita.





Outro excelente profissional que vem utilizando-se do uso consciente da tecnologia é a professora Luciana Pedroso, professora de história, trabalhando os conteúdos estruturantes: relações de poder, relações de trabalho e relação cultural, a professora propôs aos alunos produzir uma dramatização, estilo foto novela. Os alunos deveriam pesquisar sobre o figurino, roupas e cenários. A dramatização deveria retratar o tempo histórico referente ao tema escolhido. A professora inicialmente trabalhou com os alunos no laboratório de informática, aonde puderam fazer coleta de dados sobre o tema escolhido e ainda sobre que se tratava uma foto novela. Em um segundo momento, a professora dividiu as turmas em grupos menores e cada integrante ficou responsável por uma função (direção, figurino, cenário, fotógrafo, editor e redator). A professora ressalta como pontos negativos para realização dos trabalhos o fato do colégio não possuir um computador que pudesse armazenar as fotos, sendo neste momento que o professor Marcelo Pereira, arte, inseriu a professora no Projeto Conectados, a mesma estava em licença no ano de 2016. O professor em questão, de maneira, sucinta forneceu a professora um rápido curso instrumental sobre o seu e-mail @escola, ensinou como ativá-lo e utilizá-lo. Foi a partir deste momento que a professora então passou a ensinar e a relembrar aos alunos sobre seus “@-escolas” e como armazenar nas nuvens. 












Outro trabalho realizado pela professora Luciana foi realizado no 2º trimestre e teve os mesmos passos do trabalho de foto novela, contudo desta vez os alunos deveriam realizar a produção de uma paródia com o conteúdo referente ao Brasil colônia.







Todos os trabalhos foram realizados com muitas dificuldades, contudo com bons resultados. O Colégio, acreditamos que como os demais colégios sofrem
com o fato dos alunos não mais realizarem as atividades escolares em domicílio, portanto a adesão para realização dos mesmos não foi integral.  Ressalta-se ainda a necessidade de melhora na rede wifi e equipamentos mais atualizados.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Concepção de Tecnologia

(...) nosso Estabelecimento de Ensino participa do Projeto denominado: Conectados, que é orientado pela Diretoria de Tecnologia Educacional (DITEC/SEED). Nesse sentido, é razoável dizer, que os meios digitais e tecnológicos nos desafiam para outros modos de criação e redefinição do conhecimento, sobretudo, no sentido de oportunizar novos meios de motivar e instigar a criatividade relutante dos nossos alunos. No entanto, para isso, faz-se necessário entender, que o poder avassalador da tecnologia, agora, “wireless e always on”, são considerados por governos e empresas apenas tecnologias, e não formas de comunicação, conhecimento e cultura. Nesse sentido, gestar essa “geração wireless e always on”, passa pela ideia de superar a visão instrumental de que a posse dos dispositivos móveis resolverão os problemas da educação escolar do aluno. Para isso, é importante pensar como essa geração digital lida com os meios digitais fora da escola. Quando observa-se isso, fica claro, que na maioria das vezes, não estão usando os dispositivos móveis para a aprendizagem escolar, mas, sim para jogar, ouvir música, baixar vídeos, falar na rede, etc. Nesse sentido, a gestão de classe em face dessa realidade tecnológica, passa pela iniciativa do professor em saber desconstruir coerentemente a absoluta rejeição da escola pela cultura popular trazida pelo aluno. Isso não significa, que não se deva trabalhar os conhecimentos epistemológicos construídos pela humanidade, que aliás, é dever da escola, mas, criar um diálogo entre a cultura cotidiana dos alunos e a cultura da escola. A respeito dessa questão, anos atrás, Umberto Eco, disse numa entrevista, que, se quisermos usar a televisão para ensinar alguém, primeiro precisamos ensiná-lo a usar a televisão. Portanto, a gestão de classe dentro dessa realidade, perpassa pela necessidade de equipar nossos alunos para entender e compreender e ter um olhar crítico desses meios tecnológicos.
Em relação ao tipo de contrato pedagógico que pode ser estabelecido a fim de viabilizar o uso desses recursos, está no sentido de conscientizar o aluno para compreender a inevitável importância da tecnologia na vida cotidiana, e que, os dispositivos móveis, não estão a serviço apenas da diversão e entretenimento, jogos digitais, chats... Mas, sobretudo, para a aquisição da cultura e conhecimento para a vida prática. 

Em síntese, o avanço tecnológico é resultado do trabalho do homem, que modifica sua vida, na questão da produção de bens e serviços, bem como no conjunto das relações sociais e nos padrões culturais vigentes. E por meio do processo educativo, que se desenvolve a capacidade criadora do homem, portanto a escola deve estar aberta para a entrada de tecnologias que facilitem a aprendizagem, buscando dar condições para que o aluno tenha acesso e participe do avanço tecnológico. Portanto, para consolidar nosso pensamento, Freire, diz o seguinte: “O uso de computadores no processo de ensino aprendizagem em lugar de reduzir, pode expandir a capacidade crítica e criativa de nossos meninos e meninas” (Freire, 2000, p. 98). Concebemos por tecnologia uma ferramenta sofisticada, que deve ser usada no contexto educacional, estando a serviço do combate as desigualdades sociais, assegurando o acesso coletivo e universal ao  conhecimento tecnológico produzido pelo homem.  

Nanometragem
Nanometragem I
Nanometragem II







Cultura / Tecnologia/ Informação

Existe uma preocupação grande entre nós educadores, no comportamento dos estudantes em relação ao uso abusivo da internet e dispositivos portáteis ou móveis. É o distanciamento que a realidade virtual impõe às relações humanas. Neste contexto, pode-se dizer que o virtual, desencadeia um afastamento do real concreto. No entanto, por outro lado, pensando na comunicação interativa, na ciência e sua interface, esse fenômeno cria outra realidade: a virtual. Nesse sentido, não é possível dizer, que essas realidades são similares ou idênticas, por exemplo, muitas coisas que são possíveis e permitidas no mundo virtual, por outro lado, não cabem no mundo real concreto.  
Nessa discussão entre os professores, muitos defenderam, que temos que fazer um esforço para entender, que essas são formas de comunicação próprias do contexto e do momento que vivemos. Tem-se que falar no nosso tempo: pós-moderno, pós-biológico, pós-orgânico, que dá ênfase à questão humana das tecnologias. Hoje, vive-se em ambientes virtuais, a comunicação está alicerçada na ideia central da interatividade e feedback, então, não há nada de “mágico” nesses dispositivos, trata-se de uma nova forma de comunicação com linguagem tecnológica e seus respectivos aplicativos e programas. Em relação, se esses sujeitos, estão ou não conectados com a realidade? É importante entender, que a realidade virtual propicia a sensação de estar inserido em uma outra dimensão espacial e sensorial, como dizia Platão, o virtual é o mundo intermediário “de virtudes e vertigens”, ou seja, o virtual é uma outra forma de experiência do real, desse modo, o virtual não é inferior ou superior, menos real em relação as experiências naturais da vida prática. Por enquanto, pode-se dizer, que se trata de uma realidade dentro de outra realidade.

Enfim, com o advento do Projeto “Conectados” no nosso colégio, muitos professores estão literalmente, quebrando paradigmas, e não trocam mais a tecnologia digital pelo texto impresso.  


ESPAÇOS FÍSICOS DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO




O colégio possui uma boa infraestrutura, com muitas áreas verdes (jardins, árvores e hortas). As salas de aulas são grandes e arejadas, sendo que todas elas possuem carteiras e cadeiras novas, cortinas, ventiladores, televisores em bom estado de conservação e funcionando. Existem alguns espaços especiais, nos quais acreditamos serem locais que podem potencializar a aprendizagem dos alunos e são constantemente utilizados pelos professores, tais como: sala multimídia, laboratório de informática, laboratório de ciências, sala de artes e também as praças Gabriela Solano e Helena Kolody. Também possuímos sala de apoio à aprendizagem e sala de recursos multifuncional tipo I. Nas aulas de educação física os professores contam com um vasto material para ser utilizado nas aulas praticas, podendo trabalhar outras atividades que não apenas futebol, voleibol e basquetebol, tendo uma sala exclusiva para guardar os materiais dessa disciplina. A tabela abaixo apresenta os espaços físicos que o colégio possui.












Salas de aula
17
Sala dos Professores
01
Sala secretária
01
Biblioteca
01
Laboratório de Ciências
01
Laboratório de Informática
01
Pátio – área ao ar livre
8 010 m2
Áreas cobertas
110 m2
Salas de Apoio à Aprendizagem
02
Secretaria
01
Sala da Equipe Pedagógica
01
Sala da Direção
01
Banheiros



Banheiros



Professores
01 feminino e 01 masculino
Alunos
01 feminino e 01 masculino
Sala de Recurso Multifuncional
01
Almoxarifado
01
Sala de materiais de Educação Física
01
Cantina Escolar
01
Cantina Comercial
01
Cozinha
01
Depósito da Merenda escolar
01
Sala de Xerox e Materiais Didáticos
01
Cancha de areia
01
Sala Multimídia
01

Educador - Profissionais de Educação




Quando empregamos o termo “educador” referimo-nos intencionalmente ao profissional da educação, que pode ser professor, pedagogo, diretor, agente educacional, enfim, todos os funcionários que fazem parte da escola. Todos estes profissionais devem ter atenção e cuidado para com os educandos. Seja advertindo, orientando ou informando ao aluno seus direitos e deveres, para que estes se tornem cidadãos conscientes de seu papel na sociedade contemporânea, convivendo com o próximo de forma educada e harmoniosa.
Queremos ressaltar a multiplicidade dimensional que é própria de cada ser humano, da incompletude, do fazer-se a cada momento na relação com outro, que é a essência do ser e do trabalho de um educador. Sua trajetória de vida mistura-se à sua trajetória de vida profissional que perpassam por marcas leves ou profundas deixadas nas e pelas pessoas e espaços percorridos.
O trabalho docente se constitui numa das atividades mais gratificantes e ao mesmo tempo desafiadoras, pois é um processo de releitura, de reelaboração dos conhecimentos científicos através do trato didático, visando ultrapassar os conhecimentos assistemáticos, de senso comum, que os educandos trazem com suas experiências.
Aliás, cada grupo com qual trabalha responde das mais diversas formas. O educador é referência, mas também faz do seu cotidiano um intenso modo de aprender, de contribuir com a sociedade.

Em todas as áreas faz-se necessário a busca pela atualização funcional. Na educação não é diferente, muito pelo contrário, quem trabalha nesta área é muito cobrado, pois é incumbido de transmitir o conhecimento científico. Cabe aos profissionais da educação, principalmente ao professor, apropriar-se deste conceito e estar em constante formação. 

O Bairro Xaxim



O Bairro Xaxim, onde está localizado o Colégio Estadual Professor Narciso Mendes, fica na zona sul da cidade de Curitiba, região em franco crescimento populacional e comercial, que ao longo dos anos tem vislumbrado um futuro promissor.
Começou como área de fazendas e charqueadas e foi, aos poucos, sendo povoado e popularizado, em virtude da forte colonização de imigrantes e de pessoas vindas do interior do Estado para morar em Curitiba.
Tem crescido de forma alarmante os índices de criminalidade e de marginalidade na região. Porém, de modo geral, ainda pode-se dizer que é um bairro bom de viver, pois boa parte da sua população é ainda, antigos moradores que tentam preservar a rica história e cultura locais.
Porém, apesar das características regionais favoráveis, ainda é uma região carente de oportunidades sociais e culturais para a população, o que facilita o envolvimento de muitos adolescentes e jovens com a criminalidade fortemente presente no bairro.
Uma grande parte das famílias dos alunos apresenta baixo poder aquisitivo, com poucos recursos materiais, sendo 51% de pais que recebem de um a três salários mínimos e exercem suas atividades econômicas na indústria, comércio, prestação de serviços e subempregos. Observa-se que algumas crianças e adolescentes vivem em meio à violência, drogas, gangues e sofrem influências negativas deste meio. Grande parte não apresenta perspectivas de futuro e nem de projetos pessoais; frequentam a escola por obrigação e não vêem o estudo como uma oportunidade de acesso a melhores condições de vida.
Nesse contexto e com a perspectiva de mudar a realidade da região e de seus moradores, que o Colégio Estadual Professor Narciso Mendes tem se mantido firme em seus propósitos educacionais, apregoadas pelo professor que deu nome ao Colégio.


Níveis e Modalidades de Ensino

Nosso Colégio atende o Ensino Fundamental II, Ensino Médio Regular e a modalidade EJA (Educação de Jovens e Adultos).
O Colégio ainda oferece o Programa Mais Educação, Salas de Apoio à Aprendizagem de Português e Matemática, Sala de Recursos Multifuncional Tipo I e o Projeto Futuro Integral em parceria com o SESC (Serviço Social do Comércio). Temos aproximadamente 973 alunos matriculados no Ensino Regular e na Educação de Jovens e Adultos. Segue abaixo quadro informativo sobre as modalidades de ensino que o colégio oferta.


Modalidade de Ensino
Número de turmas / turno
Quantidade de alunos matriculados
Organização de Ensino
Ensino Fundamental II
6º ano – 04 turmas - vespertino - 122 alunos
7º ano – 05 turmas - vespertino - 154 alunos
8º ano – 04 turmas - vespertino - 127 alunos
9º ano – 04 turmas - matutino - 135 alunos
  Seriação
Ensino Médio
1ª série – 04 turmas - matutino - 114 alunos
2ª série – 04 turmas - matutino - 124 alunos
3ª série – 03 turmas - matutino - 87 alunos
  Seriação
EJA
4 turmas - Ensino Médio
5 turmas - Ensino Fundamental Fase II
110 alunos - noturno
Disciplina
Salas de Apoio SEED
1 turma - Português
24 alunos  - matutino
Extensão
1 turma - Matemática
30 alunos -  matutino
Salas de Apoio SESC
2 turmas - Português
47  alunos - matutino
Extensão -
Parceria SESC
2 turmas -Matemática
47 alunos -  matutino
Sala de Recursos Multifuncional
2 turmas
18 alunos - matutino
10 alunos - vespertino
Extensão
Programa Mais Educação
2 turmas - Futsal
56 alunos - vespertino
Contraturno
1 turma - Basquete
28  alunos - matutino
1 turma - Matemática
23  alunos - matutino
1 turma - Desenho
25  alunos - matutino
2 turmas - Judô
35  alunos - matutino
1 turma - Horta
22  alunos - matutino
Projeto Futuro Integral SESC
 1 turma - Raciocínio
25 alunos - vespertino
Extensão – Parceria SESC

Quem foi Narcizo Mendes

Não se assuste ! É com a letra "Z" mesmo!


NARCIZO DE AZEVEDO MENDES

Nascido na cidade de Curitiba, Paraná, no dia 07 de junho de 1914, filho de Sara de Azevedo Mendes e José Barbosa Mendes (natural de Portugal).
Em 1940 casou-se com a professora  Elza Silva Mendes, natural de Santa Catarina, e tiveram 3 filhos: Neusa Maria, Narcizo Filho e José Luiz.


 Iniciou seus estudos no Ginásio Iguaçu concluindo até 5ª série, transferido para o Colégio Estadual do Paraná concluiu o Ensino Médio (2º Grau). Recebeu seu diploma de contador pela Faculdade de Ciências Econômicas do Paraná, a Academia Parananense de Comércio. Em 1932, aos 18 anos, foi nomeado funcionário da Secretaria de Educação e Cultura onde permaneceu até se aposentar em 1965. Durante esse período exerceu várias funções, sempre em ascenção, desempenhando inclusive a função de Secretário de Educação e Cultura no governo de Moisés Lupion, no Estado do Paraná.
Foi eleito vereador em São José dos Pinhais, onde morou, por 2 mandatos sendo na ocasião um dos vereadores mais votados no município. Como vereador conseguiu muitos benefícios à cidade: isentar de impostos e taxas o Hospital e Maternidade de São José do Pinhais, que na época havia sido fundado para atender gratuitamente as pessoas que tivessem necessidades; conseguiu créditos especiais para a construção de Casas Escolares.
Perdeu sua vida aos 54 anos num trágico acidente automobilístico. Seu nome está em bairros, ruas e escolas nas cidades de São José  dos Pinhais e em Curitiba. 
Narcizo Mendes foi um apaixonado pela profissão do magistério, era professor e contabilista, e  sempre lutou pelos profissionais da educação. O ensino e as escolas eram suas paixões